Existe Método ou Metodologia de Ensino Ideal?

A educação tem passado por várias mudanças e reformas que às vezes gera até mesmo certa preocupação por parte dos professores e pais. Os pais questionam a aprendizagem dos filhos e professores questionam as dificuldades e a falta de interesse dos alunos e assim precedem as indagações: Devemos ter uma escola tradicional ou construtivista? Isso até parece que gostamos de dividir o mundo em dois, quando na verdade há incontáveis possibilidades.
Uma das perguntas que podemos fazer ao refletirmos sobre a educação neste final de século é: a educação hoje serve para o adestramento ou para dar ao jovem uma correta visão do homem e do mundo?
Educadores preocupados questionam qual o método ideal para desenvolverem suas atividades de que forma os alunos despertam interesse e aprendam? Qual a metodologia mais adequada?
Sabemos que não existe um método ideal, nem uma receita de ensino. O que precisamos saber é que o método significa caminho ou processo racional para atingir um dado fim. Agir com um dado método supõe uma prévia análise dos objetivos que se pretendem atingir, as situações a enfrentar, assim como dos recursos e o tempo disponíveis, e por último das várias alternativas possíveis. Trata-se, pois, de uma ação planejada, baseada num quadro de procedimentos sistematizados e previamente conhecidos. E que a Metodologia é o conjunto de métodos e técnicas aplicadas. No plano de aula, a metodologia deve estar embasada numa intenção ampla do professor, quanto às questões filosóficas, psicológicas e culturais e restritas quanto à aprendizagem dos conteúdos em si.
Por esta razão, é preciso que o professor ou a professora se pergunte quanto às suas intenções e tendências da escola. E quem são os alunos? O que se pretende desenvolver ou quais são as habilidades e competências a serem desenvolvidas a partir daquela ação ou daquela metodologia que será trabalhada?
Falar qual o método e metodologia que um professor deverá utilizar é muito complexo, pois quem conhece a realidade dos seus alunos é o professor, por isso que a minha intenção aqui é de colaborar de forma que cada professor conhecedor dos conceitos de métodos e metodologias, e que os professores ao planejar suas propostas pedagógicas, devem estar convictos da necessidade imperiosa de se buscar um estado de equilíbrio em que a conservação dos saberes adquirido não impeça a aquisição de novos saberes, onde seus alunos possam fazer a integração dos saberes. E obviamente elaborar um plano com metodologias variadas de forma que estimule os alunos, mas para isso os alunos precisam perceber interesse, verdade, confiança, segurança, e participação também por parte do professor.


Lurdinha

TAREFA DE CASA, QUE PRÁTICA É ESSA NAS ESCOLAS?

Posted on 12:14 In:




A tarefa de casa é um momento especial para que o aluno reforce os conteúdos trabalhados em sala de aula.
Quando falamos sobre “Tarefa de Casa”, estamos falando diretamente das concepções de Educação. Educar não é apenas informar e/ou transmitir conhecimentos. Educar é formar, propiciando situações em que o aluno se sinta corresponsável pelo processo de aprendizagem.
Quando Educamos, estamos possibilitando nossos alunos perceberem suas potencialidades, dificuldades e responsabilidades, para que se tornem autores de suas ações e não cumpridores de tarefas. Entretanto para que o dever de casa atinja esse objetivo, cabe ao professor orientar a criança em cada lição e esclarecer os objetivos dessa.
O que me entristece quando se trata de “Tarefa de Casa” é que estamos no século XXl, na era das tecnologias. Numa sociedade que se evolui a cada instante que se inova, no entanto ainda podemos dizer que encontramos professores que nem se quer sabe qual a importância da “Tarefa” para a aprendizagem dos alunos.
Encontramos ainda em nosso meio professor que, em inicio de carreira e outros já prestes a aposentar que insistem em passar tarefas para os alunos como forma punitiva ou até mesmo aqueles que passam tarefas exageradamente das quais os alunos não conseguem realizar.
Não podemos esquecer que uma Tarefa de Casa mal elaborada pode ocasionar conflitos, pois assim os pais podem achar que os filhos trazem lições demais para casa. Atualmente as famílias devido à busca pela sobrevivência, nem sempre disponibilizam de tempo para ajudar os filhos e do outro lado à criança que às vezes não se lembra de fazer o dever ou não consegue desempenhá-lo sem a supervisão de um adulto o que torna a “Tarefa” uma atividade puramente mecânica e sem significado para a criança.
A “Tarefa de Casa” deve ser uma atividade pequena. Que seja algo prazeroso, um momento que a criança tem para refletir sobre seu aprendizado, colocando em cheque o seu conhecimento sobre determinado assunto estudado ou mesmo um momento de troca entre a criança e sua família, mas que seja uma atividade que essa criança consiga fazer. Afinal que é o aluno é a criança e não os pais.
Embora estejamos vivenciando a era das tecnologias e da informatização, precisamos ter muito cuidado ao elaborar uma “Tarefa” de Pesquisa na Internet, pois por mais que a sociedade esteja evoluída, ainda encontramos crianças em nosso meio que ainda não tem acesso a internet. Isso pode prejudicar o desenvolvimento da criança. Seja pela falta de acesso ou por motivos emocionais. Isso não significa que vamos de deixar de trabalhar atividades de Pesquisas com nossos alunos, mas para isso temos os Laboratórios Tecnológicos nas Escola para desenvolver essas atividades.
O que precisamos ter em mente sobre as “Tarefas de Casa” é que elas não devem ultrapassar de uma hora de estudo, ou seja, são pequenas atividades complementares, pois a principal função da Tarefa de casa é justamente complementar o trabalho do professor em sala de aula. Por meio desta Tarefa, o professor pode verificar quais são as principais dificuldades individuais e coletivas dos alunos. Quando um conteúdo não é bem aprendido, os conteúdos seguintes podem ficar prejudicados. Portanto, analisar a tarefa de casa dos alunos é uma forma de fazer uma reflexão avaliativa dos progressos e das dificuldades dos alunos, bem como da prática do professor.
Não devemos esquecer de que as Tarefas de Casa devem ser analisadas pelo professor, pois caso contrário essas atividades não terão significado.

Lurdinha

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Posted on 18:29 In:




Há mais de 30 anos atrás a população obviamente já sabia que se continuassem derrubando nossas matas, poluindo rios, e destruindo a natureza, teríamos graves consequências no futuro, porém o mal do ser humano é que na maioria das vezes vivem o hoje como se fosse o último dia de sua vida, porém só agora nas últimas décadas, vêm se intensificando as preocupações inerentes à temática ambiental.
As ideias ligadas à temática ambiental não surgiram de um dia para outro. Sabemos que é um processo participativo, de longa jornada onde o educando assume o papel de elemento central do processo de ensino/aprendizagem pretendido, participando ativamente no diagnóstico dos problemas ambientais e busca de soluções, sendo preparado como agente transformador, através do desenvolvimento de habilidades e formação de atitudes, através de uma conduta ética, condizentes ao exercício da cidadania.
A educação ambiental tem como principal objetivo disseminar o conhecimento sobre o meio ambiente, para ajudar em sua preservação e conservação, bem como a utilizar seus recursos de forma sustentável. No Brasil, a educação ambiental tornou-se lei no dia 27 de Abril do ano de 1999. A Lei N° 9.795, relata que a educação ambiental é um componente de extrema importância para a educação nacional, e deve estar presente, de maneira articulada, em todos os níveis e modalidades do processo da educação.
Cabe à escola trabalhar os conteúdos ambientais permeando todas as disciplinas do currículo e contextualizados com a realidade da comunidade, a escola ajudará o aluno a perceber a correlação dos fatos e a ter uma visão holística, ou seja, integral do mundo em que vive. Para isso a Educação Ambiental deve ser abordada de forma sistemática e transversal, em todos os níveis de ensino, assegurando a presença da dimensão ambiental de forma interdisciplinar nos currículos das diversas disciplinas e das atividades escolares.
Uma das melhores formas de trabalhar temas ambientas são os projetos, pois assim conseguem envolver alunos e comunidades.
Ao desenvolver um projeto de educação para o ambiente, estaremos facilitando aos alunos e à população uma compreensão fundamental dos problemas existentes, da presença humana no ambiente, da sua responsabilidade e do seu papel crítico como cidadãos de um país e de um planeta.

Lurdinha


Formatura do Proinfantil

Posted on 18:02 In:


Foi realizada ontem sábado, 30 de julho de 2011, na Escola Estadual “Dr. Guilherme Freitas de Abreu Lima”, a formatura dos alunos do PROINFANTIL - Programa de Formação Inicial para Professores em Exercício na Educação Infantil. A emoção marcou a solenidade de formatura de 27 professoras concluintes, sendo 23 do município de Juina e 04 do município de Brasnorte, que durante dois anos se especializaram para melhoria da educação infantil nestes municípios.
Durante o evento contamos com a presença do Prefeito Municipal de Juina o Senhor Altir Antonio Peruzzo, o Secretário de Educação do Município de Juina o Professor Carlito Pereira da Rocha, a Secretária de Educação do Município de Brasnorte a Professora Terezinha Assmann, as assessoras pedagógicas de Juina a Professora Vera Lúcia Pereira Granja e a Professora Huriedes Vidor Fracaro (coordenadora do Proinfantil), o diretor do Cefapro Professor Marcos Morandi, Cenira Apª Domingues Montani, Márcia Pereira, Noemi Correa dos Reis, Vitório Helatczuk, Wilson Aparecido Pereira, Ednéia Martins Buch e a Professora Articuladora do Curso a professora Lourdes Alves de Souza e as Professoras Tutoras do curso: Márcia França Maciel Eberhard, Neuzimar Gonçalves da Rocha, Tânia Corsi de Souza Theisen e Vera Lúcia Poleto Buzeli
As cursistas emocionadas homenagearam agradecendo a Articuladora do Curso, a Professora “Lurdinha” pelo seu empenho e dedicação.
Ao falar do Curso, o prefeito Altir Antonio Peruzzo demonstrou satisfação pelo desenvolvimento e sucesso do programa que visa uma qualidade a cuidar e educar, onde quem ganha com toda essa formação são as crianças.












Os estudos e discussões sobre a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais em escolas ditas ‘regulares’ vem ganhando maior dimensão nos últimos tempos. O conceito de inclusão vem sendo discutido sob diferentes perspectivas e enfoques teóricos.
Atualmente contamos com uma mobilização muito grande por parte da sociedade em relação a inclusão escolar. Podemos dizer que socialmente já temos um novo olhar frente às diferenças humanas, elegendo-as como um valor a ser assumido por todos, partindo do princípio de que a principal característica do ser humano é a pluralidade, e não a igualdade ou a uniformidade. Assim, crianças que apresentam diferentes déficits, sejam eles temporários ou crônicos, graves ou leves, devem ser inseridos no ensino regula.
Inclusão na Escola não é simplesmente “Incluir o aluno” e muito mais é receber, acolher, cuidar, amar, proteger e ensinar tanto por parte dos profissionais quanto por parte dos alunos e da sociedade.
A simples aceitação das diferenças e a oportunidade de acesso á classe comum não determinam nem contribuem de forma consistente para a elaboração do Projeto Político Pedagógico e não asseguram a inclusão escolar dos alunos com acentuadas necessidades educativa especiais.
Nós educadores precisamos entender que a inclusão na Escola não é uma mera teoria da moda, mas uma atitude de vida; uma expressão de sociedade e cidadania; uma compreensão de que todos os seres humanos são humanos e como tais devem ser tratados e respeitados; enfim, é um caminho para o sempre, para o infinito, para o eterno transformar, porém sabemos que é um caminho árduo e longo.
Um dos maiores erros que nós educadores podemos cometer é de acreditar que trabalhar a inclusão seja tarefa fácil ou se resuma na adoção de uma ou de outra situação de aprendizagem. O trabalho com a inclusão é uma questão extremamente ampla e que envolve valores e preconceitos arraigados em nossa cultura e internalizados em nossa mente. Precisamos ver a inclusão como um trabalho verdadeiramente sério, que implique em projeto de estruturação progressiva, transformações e mudança significativa.
Devemos lembrar que a inclusão não se limita a colocar a criança dentro da escola, é preciso que ela consiga interagir, de acordo com suas potencialidades, com outras crianças. Uma criança surda que fica isolada na escola, por exemplo, não está inserida: a exclusão fica reeditada no próprio ambiente escolar. Quando falamos que a inclusão implica em transformação e aceitação de si mesmo para, depois, atingir a outros. Como podemos dizer que vamos acolher o aluno com necessidades especiais se não conseguimos lidar saudavelmente com as diferenças inerentes à própria existência humana?
Por mais que a inclusão na escola, seja uma proposta já existente e muito discutida socialmente, ainda percebemos que muitos professores julgam-se incapazes de dar conta dessa demanda, despreparados e impotentes frente a essa realidade que é agravada pela falta de material adequado, de apoio administrativo e recursos financeiros.
Deparamos constantemente com professores aflitos e por falta de formação ou até mesmo por preconceitos e estigmas, frustrações e medo acreditam que não são capazes, ficam sem ação frente ao aluno, fica perdido querendo receitas prontas de metodologias e avaliações, porém a inclusão não é motivo para frustrações, mas sim motivo para aceitar, amar, entender, conhecer, valorizar e aprender junto.
Toda criança tem potencialidade de aprender dentro das suas limitações e tem muito que nos ensinar também. Na educação inclusiva não há mais a divisão entre ensino especial e ensino regular; o ensino é um e o mesmo para todos, respeitando as particularidades, as diferenças. Trata-se de um ensino participativo, solidário e acolhedor.


Fontes de Pesquisa:
INCLUSÃO - Revista da Educação Especial - Jul/2006.
ALTAS HABILIDADES / Superdotação Encorajando Potenciais
Angela M. R. Virgolim Brasília, DF 2007
http://www.comciencia.br/reportagens/2005/12/06impr.shtml

Autora: Lourdes Alves de Souza

O Educar E O Cuidar Na Educação Infantil

Posted on 11:08





Para falar do educar e o cuidar na Educação Infantil se fez necessário buscar a trajetória da concepção de infância ao longo da história.

No decorrer da história da Educação Infantil, percebemos a Educação Infantil teve como função principal dar a assistência necessária às crianças pobres tirando-as das ruas e oferecendo cuidados para que elas pudessem viver, principalmente em virtude do trabalho dos pais que não tinham onde deixar os seus filhos. As creches eram locais mais apropriados para as crianças, pois ali estariam seguras durante o tempo em que os pais permaneciam longe. Lá (na creche) as crianças recebiam alimentação, podiam dormir, eram cuidadas para não caírem e nem se machucarem e, ainda, havia o cuidado com a sua higiene.

Assim, a Educação infantil só passou ocupar um papel mais significativo dentro do panorama educacional brasileiro. Só a partir da Constituição Brasileira de 1988 então que começam a surgir preocupações e interesses acerca do desenvolvimento e da aprendizagem infantil. Desta forma surge uma nova concepção de educação que destaca o cuidar e o educar como pontos fundamentais e imprescindíveis para o trabalho com as crianças durante a sua infância.

Sabemos que desenvolver um trabalho de Cuidar e Educar com crianças pequenas, não é tarefa fácil. É um trabalho que implica em conhecer os interesses e necessidades de cada criança. Saber um pouco da historia de cada uma, conhecer a família, as características de sua faixa etária e a fase de desenvolvimento em que se encontra, sabendo verdadeiramente quem são. Só assim teremos condições de compreender quais são as reais possibilidades dessas crianças, lembrando que para elas a educação infantil é a porta inicial de entrada para uma vida social, ou seja, uma vida muito mais ampla, e obviamente longe do ambiente familiar.

Na educação infantil o “cuidar” é parte integrante da educação, embora possa exigir conhecimentos, habilidades e instrumentos que exploram a dimensão pedagógica. Cuidar de uma criança em um contexto educativo demanda a integração de vários campos de conhecimento e a cooperação de profissionais de diferentes áreas.

O cuidado na Educação Infantil é uma ação cidadã, onde educadoras pessoas conscientes dos direitos das crianças empenham em contribuir favoravelmente ao crescimento e desenvolvimento das crianças. O cuidar é visto aqui como uma prática pedagógica e como forma de mediação, que se constitui pela interação através da dialogicidade e quer possibilitar à criança leituras da realidade e apropriação de conhecimentos.

O ato de Cuidar e educar significa impregnar a ação pedagógica de consciência, estabelecendo uma visão integrada do desenvolvimento da criança com base em concepções que respeitem a diversidade, o momento e a realidade peculiares à infância. Desta forma, o educador deve estar em permanente estado de observação e vigilância para que não transforme as ações em rotinas mecanizadas, guiadas por regras. Consciência é a ferramenta de sua prática, que embasa teoricamente, inova tanto a ação quanto à própria teoria. Cuidar e educar implica reconhecer que o desenvolvimento, a construção dos saberes, a constituição do ser não ocorre em momentos e compartimentados. A criança é um ser completo, tendo sua interação social e construção como ser humano permanentemente estabelecido em tempo integral. Cuidar e educar significa compreender que o espaço/tempo em que a criança vive exige seu esforço particular e a mediação dos adultos como forma de proporcionar ambientes que estimulem a curiosidade com consciência e responsabilidade.

Educação Infantil: Cuidar Educando

Autora: Professora Formadora Lourdes Alves de Souza
Articuladora do Proinfantil

LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO NA ALFABETIZAÇÃO

Posted on 11:00



Leitura e escrita são atividades que, desde quando o homem sentiu necessidade de ampliar suas formas de comunicação, andaram juntas. Não se concebe na atualidade, atividades de leitura e escrita de forma dissociada. Assim, para que o aluno seja um bom escritor é necessário que ele seja também um bom leitor. Bom leitor no sentido de interpretar de forma coerente e critica, algo lido. Desta forma, além das atividades de produção de textos propriamente ditas, é importante que o professor tenha a preocupação de estar atento a quatro aspectos que o leitor atende quando lê: percepção da palavra, compreensão, reação e integração. Isto quer dizer que, ao ler, nossos alunos além de RECONHECER a palavra escrita devem COMPREENDER o que leu, isto é, ligar a palavra ao seu significado; REAGIR À LEITURA, o que significa gostar ou não do que leu o que denota subjetividade; INTEGRAR, ou seja, relacionar o que leu com outras partes do texto e com as suas experiências anteriores sobre o assunto. Isto ocorrendo desta forma, favorece o desempenho do aluno enquanto produtor de um texto, mas e a produção de texto dos alunos que ainda não sabem ler, ou seja , não estão alfabetizados?

Nós professores alfabetizadores, na maioria das vezes quando falamos de uma produção de texto na alfabetização, vêm logo algumas interrogações:

- Será que é possível produzir textos sem estar alfabetizado?

- Como uma criança que ainda não sabe ler poderá produzir um texto?

Todas essas interrogações vão depender do que entendemos por produção de texto.

Por estar alfabetizada, não significa que a criança produz textos melhores. O que acontece é que a criança alfabetizada produz e escreve seu próprio texto, já a não alfabetizada apenas produz oralmente. Desta forma, apesar de não dominarem completamente a escrita, é possível trabalhar com produção de textos na alfabetização.

As crianças possuem um rico repertório de ideias e vocabulários, mesmo não tendo uma postura convencional de escritores, podem e devem fazer parte da criação de textos em sala de aula.


A FINAL, O QUE SE ENTENDE POR TEXTO?



Um texto não se restringe ao ato da palavra escrita, pois texto é tudo aquilo que é possível ser compreendido pelo interlocutor (ouvinte/leitor) podendo ser oral ou escrito.

O trabalho com produção de textos tem como finalidade formar escritores competentes capazes de produzir textos coerentes, coesos e eficazes. Pensar em um trabalho assim com a alfabetização, parece ser uma pretensão muito grande, porém não é pretensão, mas sim uma meta. É nas séries iniciais que precisamos despertar nas crianças o gosto pela leitura e as habilidades para produção de textos.

Para aprender a escrever, é necessário ter acesso à diversidade de textos escritos, testemunha a utilização que se faz da escrita em diferentes circunstâncias, defrontar-se com as reais questões que a escrita coloca a quem se propõe produzi-la, arriscar-se a fazer como consegue e receber ajuda de quem já sabe escrever. Sendo assim, o tratamento que se dá à escrita na escola não pode inibir os alunos ou afastá-los do que se pretende; ao contrário, é preciso aproximá-los, principalmente quando são iniciados "oficialmente" no mundo da escrita através da alfabetização. Afinal, esse é o início de um caminho que deverão trilhar para se transformarem em cidadãos da cultura escrita.

Se o nosso objetivo é formar escritores competentes, supõe, portanto, uma prática continuada de produção de textos na sala de aula, situações de produção de uma grande variedade de textos de fato e uma aproximação das condições de produção às circunstâncias nas quais se produz esses textos. Portanto precisamos tomar alguns cuidados em relação às atividades de produção de texto, pois muitas vezes inibimos a criatividade dos nossos alunos.

a) Datas Comemorativas – Ainda deparamos com textos relacionados as datas importantes ou comemorativas como por exemplo “as férias”, “Dia das Mãe” ou “Dia dos pais”. Como no primeiro dia de aula o aluno vai escrever sobre suas férias? Se não foram férias? E, ainda como falar de algo tão particular e em alguns casos até constrangedor para um professor desconhecido? Pois se este será o único a ler o seu texto.

Outra situação que percebemos é a seguinte: “Escreva um poema ara sua mãe” ou “descreve o seu pai”. Muitos dos alunos chegam até a chorar neste dia ou mesmo a faltar na escola porque não têm boas lembranças dos pais. Alguns são órfãos de mãe, outros foram abandonados.

É fundamental que o professor tenha cuidado ao sugerir temas para produção textual, que conheça um pouco da história de vida de cada aluno, e que saiba respeitar as particularidades da vida do aluno. Pois, forçando o aluno a produzir um texto fora da sua realidade pode ser desastroso, chegando a ser uma poda de seus “sonhos criativos”.

Sabemos que a mediação do professor e a variedade de atividades nas produções de texto são fundamentais para o desenvolvimento produtivo das crianças.

Deixo aqui algumas sugestões de atividades possíveis, de produção de texto na alfabetização:

- Produção de texto coletivo: situação em que o professor é o escriba do texto ditado pelos estudantes.

- Criar agendas telefônicas.

- Legendas.

- Reescrita de histórias conhecidas.

- Listas temáticas.

- Reconto de histórias ouvidas.

- Etiquetar objetos da sala e materiais pessoais, etc.

Estas atividades e outras mais que você pode criar em sua sala, faz com que os alunos se percebam capazes de produzir textos mesmo sem saber escrever convencionalmente.

Autora: Lourdes Alves de Souza