Escolas nas Aldeias

Posted on 16:57

A comunidade indígena da etnia Rikbaktsa, das Aldeias Da Curva, Primavera e Barranco Vermelho, no município de Brasnorte, receberam no dia 14 de outubro as novas escolas. A cerimônia de entrega do novo espaço, contou com a presença do Prefeito de Brasnorte, o Senhor Mauro Rui Heisler, dos Secretários de Educação: Professora Terezinha Assmann de Brasnorte e o Professor Carlito Pereira da Rocha de Juina. Representantes da SEDUC e do CEFAPRO de Juina.
O projeto de construção dessas novas escola é uma reivindicação de aproximadamente uns 3 anos. Os alunos das três aldeias estudaram por um longo período em prédios velhos e até mesmo nas sombras das árvores em função da estrutura física das escolas.
A partir das inquietações e reivindicações dos povos indígenas das Aldeias Da Curva, Primavera e Barranco Vermelho, O MEC juntamente com a Secretaria de Educação do Estado- SEDUC e Secretarias Municipais de Educação dos municípios de Juina e Brasnorte sentiram-se a necessidade de uma Educação Intercultural Específica que atendessem as necessidades das Comunidades indígenas Rikbaktsa.
A Secretaria tem como objetivo consolidar uma Escola que reflita sobre o modo de vida próprio, sobre a valorização e a manutenção das culturas e suas tradições, uma vez que, a educação escolar Indígena é norteada por princípios como afirmação étnica, autonomia lingüística e cultural das sociedades, a defesa da autonomia das terras imemoriais indígenas e de seus projetos societários e a articulação e intercâmbio entre os conhecimentos das diferentes sociedades indígenas e não indígenas.
A escola para essas comunidades, oferece aos alunos condições não só para ter acesso aos conhecimentos acumulados e sistematizados, mas condições que facilitem a conquista da autonomia socioeconômica-cultura.

Lurdinha





A AFETIVIDADE NO CONTEXTO EDUCATIVO

Posted on 07:09 In:



A AFETIVIDADE NO CONTEXTO EDUCATIVO

A afetividade vem sendo debatida e defendida há alguns anos por psicólogos, pedagogos, psicopedagogos, profissionais da educação e saúde em geral. Porém, percebemos ainda uma grande defasagem em prestar um serviço profissional que alie suas técnicas próprias à uma interação eficaz de desenvolvimento de um relacionamento baseado no emocional. Sabemos, portanto que quando o professor inclui a afetividade nas suas ações, os resultados evidentemente são positivos.
Embora, sabemos que existe uma grande divergência quanto à conceituação dos fenômenos afetivos. Na literatura encontra-se, eventualmente, a utilização dos termos afeto, emoção e sentimento, aparentemente como sinônimos. Entretanto, na maioria das vezes, o termo emoção encontra-se relacionado ao componente biológico do comportamento humano, referindo-se a uma agitação, uma reação de ordem física. Já a afetividade é utilizada com uma significação mais ampla, referindo-se às vivências dos indivíduos e às formas de expressão mais complexas e essencialmente humanas.
Antes mesmo de pensarmos na escola como ambiente para desenvolvimento da personalidade da criança, devemos alertar para o fato de que esta criança, ao entrar na escola, já tem uma vida cheia de experiências, estímulos e respostas que aprendeu a dar diante de determinadas situações de sua vida diária.
Falar de afetividade na educação requer algumas reflexões para entender a importância da afetividade no desenvolvimento cognitivo e social do sujeito:
a) O fortalecimento das relações afetivas entre professor e aluno contribui para o melhor rendimento escolar?
b) A afetividade é pressuposto básico para a construção dos conhecimentos cognitivo-afetivo?
c) Há relação entre a afetividade, desenvolvimento cognitivo e avaliação do rendimento escolar?
d) A afetividade quando mal resolvida inibe as estruturas cognitivas?

A partir destas reflexões podemos dizer que a afetividade no ambiente escolar contribui para o processo ensino-aprendizagem considerando uma vez, que o professor não apenas transmite conhecimentos, mas também ouve os alunos e ainda estabelece uma relação de troca. Deve dar-lhes atenção e cuidar para que aprendam a expressar-se, expondo opiniões, dando respostas e fazendo opções pessoais.
É importante destacar que a afetividade não se dá somente por contato físico; discutir a capacidade do aluno, elogiar seu trabalho, reconhecer seu esforço e motivá-lo sempre, constituem formas cognitivas de ligação afetiva, mesmo mantendo-se o contato corporal como manifestação de carinho.
Seguindo este enfoque, a aluno também não é só aquele que aprende e é capaz de repetir o que lhe é ensinado. Como declara Dantas (1992):

“Um aluno não é apenas uma criança de tal família, não é apenas o membro de um grupo sociocultural. Ele é também sujeito, com uma história pessoal e escolar. É um aluno que encontrou na escola tais professores, tais amigos, tais aulas, e que teve surpresas boas e más. É uma criança cujos pais disseram que o que se aprende na escola é muito importante para a vida ou, ao contrário, que não serve para nada. É uma criança que tem irmãos e irmãs ou não, que são bem-sucedidos na escola ou não, e que podem ajudar a criança ou não, etc..."

Sendo assim, o ensinar é um processo basicamente relacional, onde tanto o professor, como a escola e o meio social. O aluno apenas o responsáveis pelo seu desenvolvimento, sucesso ou fracasso e sim todo o conjunto sociocultural.
Sendo assim, cabe ao professor saber relacionar-se bem com este aluno, mas será que é possível se relacionar bem sem afeto? Como se relacionar sem considerar sentimentos, desejos e necessidades, de ambos os lados: daquele que educa e daquele que é educado?
A verdade é que, embora o professor tenha alto nível intelectual e grande conhecimento de sua matéria, a maneira como ele se relaciona com seus alunos será a chave do sucesso da transmissão do que ensina.
Respeito pelas diferenças, abandono de pré-conceitos, vontade de aprender e não de exercer poder, saber ouvir, equilíbrio emocional, coerência, clareza de objetivos, saber elogiar em lugar de priorizar os erros, todos são itens fundamentais na construção de uma relação afetuosa do professor com seus alunos.
A criança precisa sentir segura, acolhida e protegida por todos envolvidos no seu processo de aprendizagem, e para tanto é necessário que a família, comunidade e escola estejam sempre presentes. Partindo dessa teoria, verificamos a real necessidade da participação de que todos estejam comprometidos, e com o mesmo objetivo, demonstrando afetividade para que a criança possa ter condições de desenvolver plenamente seu cognitivo.

Lurdinha

FONTES PARA REFERÊNCIAS
ARANTES, V. Cognição, afetividade e moralidade. São Paulo, Educação e Pesquisa, 26(2):137-153, 2001;
COLL, César. Contribuições da Psicologia para a Educação: Teoria Genética e aprendizagem escolar. in LEITE, Luci Banks (org.). Piaget e a Escola de Genebra. São Paulo: Cortez, 1987. 205p.
DANTAS, Heloysa. A afetividade e a construção do sujeito. São Paulo: Summus, 1992.




Existe Método ou Metodologia de Ensino Ideal?

A educação tem passado por várias mudanças e reformas que às vezes gera até mesmo certa preocupação por parte dos professores e pais. Os pais questionam a aprendizagem dos filhos e professores questionam as dificuldades e a falta de interesse dos alunos e assim precedem as indagações: Devemos ter uma escola tradicional ou construtivista? Isso até parece que gostamos de dividir o mundo em dois, quando na verdade há incontáveis possibilidades.
Uma das perguntas que podemos fazer ao refletirmos sobre a educação neste final de século é: a educação hoje serve para o adestramento ou para dar ao jovem uma correta visão do homem e do mundo?
Educadores preocupados questionam qual o método ideal para desenvolverem suas atividades de que forma os alunos despertam interesse e aprendam? Qual a metodologia mais adequada?
Sabemos que não existe um método ideal, nem uma receita de ensino. O que precisamos saber é que o método significa caminho ou processo racional para atingir um dado fim. Agir com um dado método supõe uma prévia análise dos objetivos que se pretendem atingir, as situações a enfrentar, assim como dos recursos e o tempo disponíveis, e por último das várias alternativas possíveis. Trata-se, pois, de uma ação planejada, baseada num quadro de procedimentos sistematizados e previamente conhecidos. E que a Metodologia é o conjunto de métodos e técnicas aplicadas. No plano de aula, a metodologia deve estar embasada numa intenção ampla do professor, quanto às questões filosóficas, psicológicas e culturais e restritas quanto à aprendizagem dos conteúdos em si.
Por esta razão, é preciso que o professor ou a professora se pergunte quanto às suas intenções e tendências da escola. E quem são os alunos? O que se pretende desenvolver ou quais são as habilidades e competências a serem desenvolvidas a partir daquela ação ou daquela metodologia que será trabalhada?
Falar qual o método e metodologia que um professor deverá utilizar é muito complexo, pois quem conhece a realidade dos seus alunos é o professor, por isso que a minha intenção aqui é de colaborar de forma que cada professor conhecedor dos conceitos de métodos e metodologias, e que os professores ao planejar suas propostas pedagógicas, devem estar convictos da necessidade imperiosa de se buscar um estado de equilíbrio em que a conservação dos saberes adquirido não impeça a aquisição de novos saberes, onde seus alunos possam fazer a integração dos saberes. E obviamente elaborar um plano com metodologias variadas de forma que estimule os alunos, mas para isso os alunos precisam perceber interesse, verdade, confiança, segurança, e participação também por parte do professor.


Lurdinha

TAREFA DE CASA, QUE PRÁTICA É ESSA NAS ESCOLAS?

Posted on 12:14 In:




A tarefa de casa é um momento especial para que o aluno reforce os conteúdos trabalhados em sala de aula.
Quando falamos sobre “Tarefa de Casa”, estamos falando diretamente das concepções de Educação. Educar não é apenas informar e/ou transmitir conhecimentos. Educar é formar, propiciando situações em que o aluno se sinta corresponsável pelo processo de aprendizagem.
Quando Educamos, estamos possibilitando nossos alunos perceberem suas potencialidades, dificuldades e responsabilidades, para que se tornem autores de suas ações e não cumpridores de tarefas. Entretanto para que o dever de casa atinja esse objetivo, cabe ao professor orientar a criança em cada lição e esclarecer os objetivos dessa.
O que me entristece quando se trata de “Tarefa de Casa” é que estamos no século XXl, na era das tecnologias. Numa sociedade que se evolui a cada instante que se inova, no entanto ainda podemos dizer que encontramos professores que nem se quer sabe qual a importância da “Tarefa” para a aprendizagem dos alunos.
Encontramos ainda em nosso meio professor que, em inicio de carreira e outros já prestes a aposentar que insistem em passar tarefas para os alunos como forma punitiva ou até mesmo aqueles que passam tarefas exageradamente das quais os alunos não conseguem realizar.
Não podemos esquecer que uma Tarefa de Casa mal elaborada pode ocasionar conflitos, pois assim os pais podem achar que os filhos trazem lições demais para casa. Atualmente as famílias devido à busca pela sobrevivência, nem sempre disponibilizam de tempo para ajudar os filhos e do outro lado à criança que às vezes não se lembra de fazer o dever ou não consegue desempenhá-lo sem a supervisão de um adulto o que torna a “Tarefa” uma atividade puramente mecânica e sem significado para a criança.
A “Tarefa de Casa” deve ser uma atividade pequena. Que seja algo prazeroso, um momento que a criança tem para refletir sobre seu aprendizado, colocando em cheque o seu conhecimento sobre determinado assunto estudado ou mesmo um momento de troca entre a criança e sua família, mas que seja uma atividade que essa criança consiga fazer. Afinal que é o aluno é a criança e não os pais.
Embora estejamos vivenciando a era das tecnologias e da informatização, precisamos ter muito cuidado ao elaborar uma “Tarefa” de Pesquisa na Internet, pois por mais que a sociedade esteja evoluída, ainda encontramos crianças em nosso meio que ainda não tem acesso a internet. Isso pode prejudicar o desenvolvimento da criança. Seja pela falta de acesso ou por motivos emocionais. Isso não significa que vamos de deixar de trabalhar atividades de Pesquisas com nossos alunos, mas para isso temos os Laboratórios Tecnológicos nas Escola para desenvolver essas atividades.
O que precisamos ter em mente sobre as “Tarefas de Casa” é que elas não devem ultrapassar de uma hora de estudo, ou seja, são pequenas atividades complementares, pois a principal função da Tarefa de casa é justamente complementar o trabalho do professor em sala de aula. Por meio desta Tarefa, o professor pode verificar quais são as principais dificuldades individuais e coletivas dos alunos. Quando um conteúdo não é bem aprendido, os conteúdos seguintes podem ficar prejudicados. Portanto, analisar a tarefa de casa dos alunos é uma forma de fazer uma reflexão avaliativa dos progressos e das dificuldades dos alunos, bem como da prática do professor.
Não devemos esquecer de que as Tarefas de Casa devem ser analisadas pelo professor, pois caso contrário essas atividades não terão significado.

Lurdinha

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Posted on 18:29 In:




Há mais de 30 anos atrás a população obviamente já sabia que se continuassem derrubando nossas matas, poluindo rios, e destruindo a natureza, teríamos graves consequências no futuro, porém o mal do ser humano é que na maioria das vezes vivem o hoje como se fosse o último dia de sua vida, porém só agora nas últimas décadas, vêm se intensificando as preocupações inerentes à temática ambiental.
As ideias ligadas à temática ambiental não surgiram de um dia para outro. Sabemos que é um processo participativo, de longa jornada onde o educando assume o papel de elemento central do processo de ensino/aprendizagem pretendido, participando ativamente no diagnóstico dos problemas ambientais e busca de soluções, sendo preparado como agente transformador, através do desenvolvimento de habilidades e formação de atitudes, através de uma conduta ética, condizentes ao exercício da cidadania.
A educação ambiental tem como principal objetivo disseminar o conhecimento sobre o meio ambiente, para ajudar em sua preservação e conservação, bem como a utilizar seus recursos de forma sustentável. No Brasil, a educação ambiental tornou-se lei no dia 27 de Abril do ano de 1999. A Lei N° 9.795, relata que a educação ambiental é um componente de extrema importância para a educação nacional, e deve estar presente, de maneira articulada, em todos os níveis e modalidades do processo da educação.
Cabe à escola trabalhar os conteúdos ambientais permeando todas as disciplinas do currículo e contextualizados com a realidade da comunidade, a escola ajudará o aluno a perceber a correlação dos fatos e a ter uma visão holística, ou seja, integral do mundo em que vive. Para isso a Educação Ambiental deve ser abordada de forma sistemática e transversal, em todos os níveis de ensino, assegurando a presença da dimensão ambiental de forma interdisciplinar nos currículos das diversas disciplinas e das atividades escolares.
Uma das melhores formas de trabalhar temas ambientas são os projetos, pois assim conseguem envolver alunos e comunidades.
Ao desenvolver um projeto de educação para o ambiente, estaremos facilitando aos alunos e à população uma compreensão fundamental dos problemas existentes, da presença humana no ambiente, da sua responsabilidade e do seu papel crítico como cidadãos de um país e de um planeta.

Lurdinha


Formatura do Proinfantil

Posted on 18:02 In:


Foi realizada ontem sábado, 30 de julho de 2011, na Escola Estadual “Dr. Guilherme Freitas de Abreu Lima”, a formatura dos alunos do PROINFANTIL - Programa de Formação Inicial para Professores em Exercício na Educação Infantil. A emoção marcou a solenidade de formatura de 27 professoras concluintes, sendo 23 do município de Juina e 04 do município de Brasnorte, que durante dois anos se especializaram para melhoria da educação infantil nestes municípios.
Durante o evento contamos com a presença do Prefeito Municipal de Juina o Senhor Altir Antonio Peruzzo, o Secretário de Educação do Município de Juina o Professor Carlito Pereira da Rocha, a Secretária de Educação do Município de Brasnorte a Professora Terezinha Assmann, as assessoras pedagógicas de Juina a Professora Vera Lúcia Pereira Granja e a Professora Huriedes Vidor Fracaro (coordenadora do Proinfantil), o diretor do Cefapro Professor Marcos Morandi, Cenira Apª Domingues Montani, Márcia Pereira, Noemi Correa dos Reis, Vitório Helatczuk, Wilson Aparecido Pereira, Ednéia Martins Buch e a Professora Articuladora do Curso a professora Lourdes Alves de Souza e as Professoras Tutoras do curso: Márcia França Maciel Eberhard, Neuzimar Gonçalves da Rocha, Tânia Corsi de Souza Theisen e Vera Lúcia Poleto Buzeli
As cursistas emocionadas homenagearam agradecendo a Articuladora do Curso, a Professora “Lurdinha” pelo seu empenho e dedicação.
Ao falar do Curso, o prefeito Altir Antonio Peruzzo demonstrou satisfação pelo desenvolvimento e sucesso do programa que visa uma qualidade a cuidar e educar, onde quem ganha com toda essa formação são as crianças.












Os estudos e discussões sobre a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais em escolas ditas ‘regulares’ vem ganhando maior dimensão nos últimos tempos. O conceito de inclusão vem sendo discutido sob diferentes perspectivas e enfoques teóricos.
Atualmente contamos com uma mobilização muito grande por parte da sociedade em relação a inclusão escolar. Podemos dizer que socialmente já temos um novo olhar frente às diferenças humanas, elegendo-as como um valor a ser assumido por todos, partindo do princípio de que a principal característica do ser humano é a pluralidade, e não a igualdade ou a uniformidade. Assim, crianças que apresentam diferentes déficits, sejam eles temporários ou crônicos, graves ou leves, devem ser inseridos no ensino regula.
Inclusão na Escola não é simplesmente “Incluir o aluno” e muito mais é receber, acolher, cuidar, amar, proteger e ensinar tanto por parte dos profissionais quanto por parte dos alunos e da sociedade.
A simples aceitação das diferenças e a oportunidade de acesso á classe comum não determinam nem contribuem de forma consistente para a elaboração do Projeto Político Pedagógico e não asseguram a inclusão escolar dos alunos com acentuadas necessidades educativa especiais.
Nós educadores precisamos entender que a inclusão na Escola não é uma mera teoria da moda, mas uma atitude de vida; uma expressão de sociedade e cidadania; uma compreensão de que todos os seres humanos são humanos e como tais devem ser tratados e respeitados; enfim, é um caminho para o sempre, para o infinito, para o eterno transformar, porém sabemos que é um caminho árduo e longo.
Um dos maiores erros que nós educadores podemos cometer é de acreditar que trabalhar a inclusão seja tarefa fácil ou se resuma na adoção de uma ou de outra situação de aprendizagem. O trabalho com a inclusão é uma questão extremamente ampla e que envolve valores e preconceitos arraigados em nossa cultura e internalizados em nossa mente. Precisamos ver a inclusão como um trabalho verdadeiramente sério, que implique em projeto de estruturação progressiva, transformações e mudança significativa.
Devemos lembrar que a inclusão não se limita a colocar a criança dentro da escola, é preciso que ela consiga interagir, de acordo com suas potencialidades, com outras crianças. Uma criança surda que fica isolada na escola, por exemplo, não está inserida: a exclusão fica reeditada no próprio ambiente escolar. Quando falamos que a inclusão implica em transformação e aceitação de si mesmo para, depois, atingir a outros. Como podemos dizer que vamos acolher o aluno com necessidades especiais se não conseguimos lidar saudavelmente com as diferenças inerentes à própria existência humana?
Por mais que a inclusão na escola, seja uma proposta já existente e muito discutida socialmente, ainda percebemos que muitos professores julgam-se incapazes de dar conta dessa demanda, despreparados e impotentes frente a essa realidade que é agravada pela falta de material adequado, de apoio administrativo e recursos financeiros.
Deparamos constantemente com professores aflitos e por falta de formação ou até mesmo por preconceitos e estigmas, frustrações e medo acreditam que não são capazes, ficam sem ação frente ao aluno, fica perdido querendo receitas prontas de metodologias e avaliações, porém a inclusão não é motivo para frustrações, mas sim motivo para aceitar, amar, entender, conhecer, valorizar e aprender junto.
Toda criança tem potencialidade de aprender dentro das suas limitações e tem muito que nos ensinar também. Na educação inclusiva não há mais a divisão entre ensino especial e ensino regular; o ensino é um e o mesmo para todos, respeitando as particularidades, as diferenças. Trata-se de um ensino participativo, solidário e acolhedor.


Fontes de Pesquisa:
INCLUSÃO - Revista da Educação Especial - Jul/2006.
ALTAS HABILIDADES / Superdotação Encorajando Potenciais
Angela M. R. Virgolim Brasília, DF 2007
http://www.comciencia.br/reportagens/2005/12/06impr.shtml

Autora: Lourdes Alves de Souza