Formatura do Proinfantil

Posted on 18:02 In:


Foi realizada ontem sábado, 30 de julho de 2011, na Escola Estadual “Dr. Guilherme Freitas de Abreu Lima”, a formatura dos alunos do PROINFANTIL - Programa de Formação Inicial para Professores em Exercício na Educação Infantil. A emoção marcou a solenidade de formatura de 27 professoras concluintes, sendo 23 do município de Juina e 04 do município de Brasnorte, que durante dois anos se especializaram para melhoria da educação infantil nestes municípios.
Durante o evento contamos com a presença do Prefeito Municipal de Juina o Senhor Altir Antonio Peruzzo, o Secretário de Educação do Município de Juina o Professor Carlito Pereira da Rocha, a Secretária de Educação do Município de Brasnorte a Professora Terezinha Assmann, as assessoras pedagógicas de Juina a Professora Vera Lúcia Pereira Granja e a Professora Huriedes Vidor Fracaro (coordenadora do Proinfantil), o diretor do Cefapro Professor Marcos Morandi, Cenira Apª Domingues Montani, Márcia Pereira, Noemi Correa dos Reis, Vitório Helatczuk, Wilson Aparecido Pereira, Ednéia Martins Buch e a Professora Articuladora do Curso a professora Lourdes Alves de Souza e as Professoras Tutoras do curso: Márcia França Maciel Eberhard, Neuzimar Gonçalves da Rocha, Tânia Corsi de Souza Theisen e Vera Lúcia Poleto Buzeli
As cursistas emocionadas homenagearam agradecendo a Articuladora do Curso, a Professora “Lurdinha” pelo seu empenho e dedicação.
Ao falar do Curso, o prefeito Altir Antonio Peruzzo demonstrou satisfação pelo desenvolvimento e sucesso do programa que visa uma qualidade a cuidar e educar, onde quem ganha com toda essa formação são as crianças.












Os estudos e discussões sobre a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais em escolas ditas ‘regulares’ vem ganhando maior dimensão nos últimos tempos. O conceito de inclusão vem sendo discutido sob diferentes perspectivas e enfoques teóricos.
Atualmente contamos com uma mobilização muito grande por parte da sociedade em relação a inclusão escolar. Podemos dizer que socialmente já temos um novo olhar frente às diferenças humanas, elegendo-as como um valor a ser assumido por todos, partindo do princípio de que a principal característica do ser humano é a pluralidade, e não a igualdade ou a uniformidade. Assim, crianças que apresentam diferentes déficits, sejam eles temporários ou crônicos, graves ou leves, devem ser inseridos no ensino regula.
Inclusão na Escola não é simplesmente “Incluir o aluno” e muito mais é receber, acolher, cuidar, amar, proteger e ensinar tanto por parte dos profissionais quanto por parte dos alunos e da sociedade.
A simples aceitação das diferenças e a oportunidade de acesso á classe comum não determinam nem contribuem de forma consistente para a elaboração do Projeto Político Pedagógico e não asseguram a inclusão escolar dos alunos com acentuadas necessidades educativa especiais.
Nós educadores precisamos entender que a inclusão na Escola não é uma mera teoria da moda, mas uma atitude de vida; uma expressão de sociedade e cidadania; uma compreensão de que todos os seres humanos são humanos e como tais devem ser tratados e respeitados; enfim, é um caminho para o sempre, para o infinito, para o eterno transformar, porém sabemos que é um caminho árduo e longo.
Um dos maiores erros que nós educadores podemos cometer é de acreditar que trabalhar a inclusão seja tarefa fácil ou se resuma na adoção de uma ou de outra situação de aprendizagem. O trabalho com a inclusão é uma questão extremamente ampla e que envolve valores e preconceitos arraigados em nossa cultura e internalizados em nossa mente. Precisamos ver a inclusão como um trabalho verdadeiramente sério, que implique em projeto de estruturação progressiva, transformações e mudança significativa.
Devemos lembrar que a inclusão não se limita a colocar a criança dentro da escola, é preciso que ela consiga interagir, de acordo com suas potencialidades, com outras crianças. Uma criança surda que fica isolada na escola, por exemplo, não está inserida: a exclusão fica reeditada no próprio ambiente escolar. Quando falamos que a inclusão implica em transformação e aceitação de si mesmo para, depois, atingir a outros. Como podemos dizer que vamos acolher o aluno com necessidades especiais se não conseguimos lidar saudavelmente com as diferenças inerentes à própria existência humana?
Por mais que a inclusão na escola, seja uma proposta já existente e muito discutida socialmente, ainda percebemos que muitos professores julgam-se incapazes de dar conta dessa demanda, despreparados e impotentes frente a essa realidade que é agravada pela falta de material adequado, de apoio administrativo e recursos financeiros.
Deparamos constantemente com professores aflitos e por falta de formação ou até mesmo por preconceitos e estigmas, frustrações e medo acreditam que não são capazes, ficam sem ação frente ao aluno, fica perdido querendo receitas prontas de metodologias e avaliações, porém a inclusão não é motivo para frustrações, mas sim motivo para aceitar, amar, entender, conhecer, valorizar e aprender junto.
Toda criança tem potencialidade de aprender dentro das suas limitações e tem muito que nos ensinar também. Na educação inclusiva não há mais a divisão entre ensino especial e ensino regular; o ensino é um e o mesmo para todos, respeitando as particularidades, as diferenças. Trata-se de um ensino participativo, solidário e acolhedor.


Fontes de Pesquisa:
INCLUSÃO - Revista da Educação Especial - Jul/2006.
ALTAS HABILIDADES / Superdotação Encorajando Potenciais
Angela M. R. Virgolim Brasília, DF 2007
http://www.comciencia.br/reportagens/2005/12/06impr.shtml

Autora: Lourdes Alves de Souza

O Educar E O Cuidar Na Educação Infantil

Posted on 11:08





Para falar do educar e o cuidar na Educação Infantil se fez necessário buscar a trajetória da concepção de infância ao longo da história.

No decorrer da história da Educação Infantil, percebemos a Educação Infantil teve como função principal dar a assistência necessária às crianças pobres tirando-as das ruas e oferecendo cuidados para que elas pudessem viver, principalmente em virtude do trabalho dos pais que não tinham onde deixar os seus filhos. As creches eram locais mais apropriados para as crianças, pois ali estariam seguras durante o tempo em que os pais permaneciam longe. Lá (na creche) as crianças recebiam alimentação, podiam dormir, eram cuidadas para não caírem e nem se machucarem e, ainda, havia o cuidado com a sua higiene.

Assim, a Educação infantil só passou ocupar um papel mais significativo dentro do panorama educacional brasileiro. Só a partir da Constituição Brasileira de 1988 então que começam a surgir preocupações e interesses acerca do desenvolvimento e da aprendizagem infantil. Desta forma surge uma nova concepção de educação que destaca o cuidar e o educar como pontos fundamentais e imprescindíveis para o trabalho com as crianças durante a sua infância.

Sabemos que desenvolver um trabalho de Cuidar e Educar com crianças pequenas, não é tarefa fácil. É um trabalho que implica em conhecer os interesses e necessidades de cada criança. Saber um pouco da historia de cada uma, conhecer a família, as características de sua faixa etária e a fase de desenvolvimento em que se encontra, sabendo verdadeiramente quem são. Só assim teremos condições de compreender quais são as reais possibilidades dessas crianças, lembrando que para elas a educação infantil é a porta inicial de entrada para uma vida social, ou seja, uma vida muito mais ampla, e obviamente longe do ambiente familiar.

Na educação infantil o “cuidar” é parte integrante da educação, embora possa exigir conhecimentos, habilidades e instrumentos que exploram a dimensão pedagógica. Cuidar de uma criança em um contexto educativo demanda a integração de vários campos de conhecimento e a cooperação de profissionais de diferentes áreas.

O cuidado na Educação Infantil é uma ação cidadã, onde educadoras pessoas conscientes dos direitos das crianças empenham em contribuir favoravelmente ao crescimento e desenvolvimento das crianças. O cuidar é visto aqui como uma prática pedagógica e como forma de mediação, que se constitui pela interação através da dialogicidade e quer possibilitar à criança leituras da realidade e apropriação de conhecimentos.

O ato de Cuidar e educar significa impregnar a ação pedagógica de consciência, estabelecendo uma visão integrada do desenvolvimento da criança com base em concepções que respeitem a diversidade, o momento e a realidade peculiares à infância. Desta forma, o educador deve estar em permanente estado de observação e vigilância para que não transforme as ações em rotinas mecanizadas, guiadas por regras. Consciência é a ferramenta de sua prática, que embasa teoricamente, inova tanto a ação quanto à própria teoria. Cuidar e educar implica reconhecer que o desenvolvimento, a construção dos saberes, a constituição do ser não ocorre em momentos e compartimentados. A criança é um ser completo, tendo sua interação social e construção como ser humano permanentemente estabelecido em tempo integral. Cuidar e educar significa compreender que o espaço/tempo em que a criança vive exige seu esforço particular e a mediação dos adultos como forma de proporcionar ambientes que estimulem a curiosidade com consciência e responsabilidade.

Educação Infantil: Cuidar Educando

Autora: Professora Formadora Lourdes Alves de Souza
Articuladora do Proinfantil

LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO NA ALFABETIZAÇÃO

Posted on 11:00



Leitura e escrita são atividades que, desde quando o homem sentiu necessidade de ampliar suas formas de comunicação, andaram juntas. Não se concebe na atualidade, atividades de leitura e escrita de forma dissociada. Assim, para que o aluno seja um bom escritor é necessário que ele seja também um bom leitor. Bom leitor no sentido de interpretar de forma coerente e critica, algo lido. Desta forma, além das atividades de produção de textos propriamente ditas, é importante que o professor tenha a preocupação de estar atento a quatro aspectos que o leitor atende quando lê: percepção da palavra, compreensão, reação e integração. Isto quer dizer que, ao ler, nossos alunos além de RECONHECER a palavra escrita devem COMPREENDER o que leu, isto é, ligar a palavra ao seu significado; REAGIR À LEITURA, o que significa gostar ou não do que leu o que denota subjetividade; INTEGRAR, ou seja, relacionar o que leu com outras partes do texto e com as suas experiências anteriores sobre o assunto. Isto ocorrendo desta forma, favorece o desempenho do aluno enquanto produtor de um texto, mas e a produção de texto dos alunos que ainda não sabem ler, ou seja , não estão alfabetizados?

Nós professores alfabetizadores, na maioria das vezes quando falamos de uma produção de texto na alfabetização, vêm logo algumas interrogações:

- Será que é possível produzir textos sem estar alfabetizado?

- Como uma criança que ainda não sabe ler poderá produzir um texto?

Todas essas interrogações vão depender do que entendemos por produção de texto.

Por estar alfabetizada, não significa que a criança produz textos melhores. O que acontece é que a criança alfabetizada produz e escreve seu próprio texto, já a não alfabetizada apenas produz oralmente. Desta forma, apesar de não dominarem completamente a escrita, é possível trabalhar com produção de textos na alfabetização.

As crianças possuem um rico repertório de ideias e vocabulários, mesmo não tendo uma postura convencional de escritores, podem e devem fazer parte da criação de textos em sala de aula.


A FINAL, O QUE SE ENTENDE POR TEXTO?



Um texto não se restringe ao ato da palavra escrita, pois texto é tudo aquilo que é possível ser compreendido pelo interlocutor (ouvinte/leitor) podendo ser oral ou escrito.

O trabalho com produção de textos tem como finalidade formar escritores competentes capazes de produzir textos coerentes, coesos e eficazes. Pensar em um trabalho assim com a alfabetização, parece ser uma pretensão muito grande, porém não é pretensão, mas sim uma meta. É nas séries iniciais que precisamos despertar nas crianças o gosto pela leitura e as habilidades para produção de textos.

Para aprender a escrever, é necessário ter acesso à diversidade de textos escritos, testemunha a utilização que se faz da escrita em diferentes circunstâncias, defrontar-se com as reais questões que a escrita coloca a quem se propõe produzi-la, arriscar-se a fazer como consegue e receber ajuda de quem já sabe escrever. Sendo assim, o tratamento que se dá à escrita na escola não pode inibir os alunos ou afastá-los do que se pretende; ao contrário, é preciso aproximá-los, principalmente quando são iniciados "oficialmente" no mundo da escrita através da alfabetização. Afinal, esse é o início de um caminho que deverão trilhar para se transformarem em cidadãos da cultura escrita.

Se o nosso objetivo é formar escritores competentes, supõe, portanto, uma prática continuada de produção de textos na sala de aula, situações de produção de uma grande variedade de textos de fato e uma aproximação das condições de produção às circunstâncias nas quais se produz esses textos. Portanto precisamos tomar alguns cuidados em relação às atividades de produção de texto, pois muitas vezes inibimos a criatividade dos nossos alunos.

a) Datas Comemorativas – Ainda deparamos com textos relacionados as datas importantes ou comemorativas como por exemplo “as férias”, “Dia das Mãe” ou “Dia dos pais”. Como no primeiro dia de aula o aluno vai escrever sobre suas férias? Se não foram férias? E, ainda como falar de algo tão particular e em alguns casos até constrangedor para um professor desconhecido? Pois se este será o único a ler o seu texto.

Outra situação que percebemos é a seguinte: “Escreva um poema ara sua mãe” ou “descreve o seu pai”. Muitos dos alunos chegam até a chorar neste dia ou mesmo a faltar na escola porque não têm boas lembranças dos pais. Alguns são órfãos de mãe, outros foram abandonados.

É fundamental que o professor tenha cuidado ao sugerir temas para produção textual, que conheça um pouco da história de vida de cada aluno, e que saiba respeitar as particularidades da vida do aluno. Pois, forçando o aluno a produzir um texto fora da sua realidade pode ser desastroso, chegando a ser uma poda de seus “sonhos criativos”.

Sabemos que a mediação do professor e a variedade de atividades nas produções de texto são fundamentais para o desenvolvimento produtivo das crianças.

Deixo aqui algumas sugestões de atividades possíveis, de produção de texto na alfabetização:

- Produção de texto coletivo: situação em que o professor é o escriba do texto ditado pelos estudantes.

- Criar agendas telefônicas.

- Legendas.

- Reescrita de histórias conhecidas.

- Listas temáticas.

- Reconto de histórias ouvidas.

- Etiquetar objetos da sala e materiais pessoais, etc.

Estas atividades e outras mais que você pode criar em sua sala, faz com que os alunos se percebam capazes de produzir textos mesmo sem saber escrever convencionalmente.

Autora: Lourdes Alves de Souza

TECNOLOGIAS: É Qualidade Na Educação?

Posted on 09:27
Como Professora Formadora de Alfabetização, porém Especialista em Tecnologias na Educação, me preocupo como é vista por alguns educadores a questão das tecnologias na educação, pois sempre que discutimos a importância das tecnologias no processo educacional surgem algumas indagações como:
a) Que benefícios reais educadores e educandos podem obter a partir das tecnologias?
b) Que desafios e dificuldades surgem com a incorporação das tecnologias à prática educacional?
c) Como incorporar as tecnologias na ação pedagógica?
Para responder essas e outras questões, devemos lembrar que vivemos em uma sociedade em constantes mudanças inovadoras. Assim, é preciso que os professores esteja acompanhando essa nova era de inovações, que repensem suas práticas pedagógicas, precisam perder o medo de errar, de não saber, deixar de querer ser o dono do saber e superior ao seu aluno, seu papel é de colaborador, de criar oportunidades para seus alunos, pois havendo uma troca recíproca facilitará a aprendizagem. A escola precisa deixar de ser a transmissora de informações, propiciando um ambiente de aprendizagem para a construção do conhecimento
Tratando da Tecnologia na Educação, sabemos que sempre há certa resistência por parte de alguns educadores. Resistência ao novo. Resistência corporativista, que se agarra com unhas e dentes a uma realidade antiga, conformista e que assegura determinadas relações de poder, de comando e de relações sociais.
Quando pensamos em tecnologia a favor da educação, devemos vê-la como um conjunto de ferramentas que proporciona ao professor várias vantagens, como a praticidade para adquirir as informações necessárias à construção do conhecimento ao longo da sua vida. A soma dos métodos antigos com as novas descobertas lingüísticas e tecnológicas vem dando aos professores, que a aderiu, suporte necessário no desenvolvimento das suas atividades.
Atualmente, ter a tecnologia como aliada no processo ensino-aprendizagem é o principal trunfo do professor, pois com ela o seu processo dentro da sala de aula poderá encantar os seus alunos fazendo com que seus objetivos sejam atingidos. Porém, para que isso ocorra de forma tranqüila é necessário saber fazer o bom uso desses recursos.
Nosso maior desafio ao inserir as tecnologias na educação é caminhar para uma educação de qualidade sem perder o foco do aprendizado. Uma educação que integre todas as dimensões do ser humano. Para isso precisamos de pessoas que façam essa integração em si mesma do sensorial, intelectual, emocional, ético e tecnológico, que transitem de forma fácil entre o pessoal e o social. Para que isso se efetue é necessário que o educador esteja apto e disposto a mudar e obviamente consciente da importância da tecnologia educacional como ferramenta valiosa no processo de ensino e aprendizagem, facilitando para o educando uma assimilação significativa dos conteúdos, bem como proporcionando um avanço na construção de novos conhecimentos.

O professor pesquisador e reflexivo

Posted on 09:26
Neste inicio de ano letivo, gostaria juntamente com meus colegas profissionais da educação, ler e refletir um pouco em relação ao professor pesquisador e o professor reflexivo.

Com avanço da tecnologia, as informações chegam com uma velocidade muita rápida de um ponto ao outro do planeta, ocorrendo à unicidade do mundo, em conseqüências, desses grandes avanços, vem o desemprego em massa, miséria entre as pessoas, políticas sociais injustas para os mais pobres. Neste contexto a educação requer um repensar que considere uma nova cultura docente, com foco na questão do “Professor Pesquisador Reflexivo”, que começa a estruturar-se com intuito de encontrar caminhos lógicos para que os docentes consigam construir saberes escolares ao longo do desenvolvimento profissional, ou seja, durante sua trajetória profissional.
Diante disto, os professores têm que lidar não só com alguns saberes, como era no passado. Vivemos uma época de grandes desafios: ao mesmo tempo em que nós, professores, temos que dominar toda uma gama de conceitos e saberes tradicionais, nós ainda temos que dominar, competentemente, as novas tecnologias de informação. Devemos conhecer nossa profissão profundamente, compreender como ocorre a apropriação do conhecimento, reorganizar, reelaborar esse conhecimento e torná-lo significativo para nosso aluno.
Desta forma, a educação exige um trabalho de pesquisa constante e ininterrupto, o tipo de trabalho que não termina nunca. Sem a pesquisa o trabalho docente fica seriamente comprometido, haja vista que é através da pesquisa que encontramos o caminho promissor para criar uma nova postura frente ao grande desafio da busca pelo conhecimento.
O professor pesquisador e reflexivo é aquele que adota uma postura critica frente aos conteúdos que pretende trabalhar com seus alunos, articulando seu currículo a favor da aprendizagem e não restringindo seu trabalho ao mero repasse de informações.
Podemos dizer que o professor e reflexivo é aquele professor indagador, que assume a sua própria realidade escolar como um objeto de pesquisa, como objeto de reflexão, com objeto de análise.
A pesquisa é, portanto, o caminho através do qual o professor irá percorrer a investigação, a argumentação, a dúvida, o questionamento e, conseqüentemente, o lugar onde ele encontrará importantes respostas. Pesquisar significa, portanto, a aliança entre o professor e a sua prática pedagógica. Cabe ao professor o comprometimento com seu papel, despindo-se da postura autoritária e detentora do conhecimento e trabalhando com os alunos como uma equipe, companheiros de trabalho em busca do conhecimento.
A realização de pesquisas encontra nos espaços pedagógicos o ambiente perfeito para sua realização, haja vista que o espaço pedagógico reúne alunos e professores na busca pelo saber.
O professor em parceria com seus alunos pode criar um espaço altamente producente na elaboração de projetos e de pesquisa. Abordando questões pertinentes ao contexto da turma, investigando “com os alunos” temas de interesse, levantando problemas e questionamentos a serem resolvidos.
Este tipo trabalho instiga a curiosidade e o interesse do aluno, a partir do momento, que o aluno encontra sentido no processo educativo, ele passa a interagir e participar efetivamente das aulas.
Desenvolver projetos com os alunos torna-se uma prática indispensável na educação, frente aos avanços da tecnologia, ao dinamismo oferecido pela internet, a rapidez e instantaneidade das informações, o professor necessita aperfeiçoar seu trabalho em sala de aula.
O planejamento deve ser uma prática constante nas atividades do professor, pois através do planejamento é possível estabelecer de maneira mais precisa e consciente os objetivos a ser atingidos, lembrando que não há pesquisa nem projeto se não haver planejamento. Planejar deve ser, portanto, a linha mestra das ações metodológicas desenvolvidas pelo professor na sua prática pedagógica.


REFERÊNCIAS
PSIC - Revista de Psicologia da Vetor Editora, v. 7, nº 1, p. 32- 34, Jan./Jun. 2006.
FRANCO, Maria A. S. Pesquisa-Ação sobre a Prática Docente. In: Educação e Pesquisa vol.31 nº.3 São Paulo. 2007.

PLANEJAMENTO: O caminho para uma boa aula

Posted on 08:57
"Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra. " ( Anísio Teixeira )



Como você sabe, toda aula começa muito antes do momento de entrar na sala de aula. Algumas vezes é preciso gastar horas para organizar materiais e espaços. Em outras, bastam alguns minutos. Mas sempre existe um esforço de preparar o trabalho com os alunos. “Mesmo o professor mais intuitivo precisa fazer planos”.
A atividade de planejar, invisível para os estudantes, é considerada complicada, chata e burocrática. “Durante décadas o professor foi obrigado a fazer planejamentos que não tinham nada a ver com o seu dia-a-dia”. Para muita gente, planejar significava copiar o índice do livro didático. Felizmente esse engano está sendo desfeito. Assim como não se levanta um prédio sem plantas e cálculos, não se constrói educação sem planejamento. A fórmula para planejar é simples.
Primeiro definem-se os objetivos, pensando nos interesses e nas possibilidades do aluno. Depois o caminho para alcançá-los, com materiais, espaços, técnicas e tempo disponíveis. Entre o primeiro e o último ponto é preciso caminhar muito, mas quem faz o percurso encontra a chave do sucesso.

PARA PLANEJAR NOSSAS AULAS PRECISAMOS CONSIDERAR ALGUNS ASPECTOS:


a) CONHEÇA BEM DE PERTO O SEU ALUNO

Para planejar, é preciso conhecer as condições e os interesses dos estudantes. "Pergunte-se sempre: 'O que meu aluno deve e pode aprender?", indica Marcos Lorieri, professor da PUC de São Paulo.



b) FAÇA TUDO OUTRA VEZ (E MAIS OUTRA)

O plano de ensino é um documento pronto, que serve de base para o planejamento. Já o planejamento é um processo. Ele deve ser sempre alterado, de acordo com as necessidades da turma.



c) ESTUDE MUITO PARA ENSINAR BEM

Uma pessoa só pode ensinar aquilo que sabe. Por isso, veja se você conhece bem os assuntos de que vai tratar. Claro que
também é preciso saber como ensinar.

d) COLOQUE-SE NO LUGAR DO ESTUDANTE

Quando pensar numa aula, tente se colocar no lugar do estudante. Você deve saber se os temas trabalhados em sala são importantes do ponto de vista do aluno.



d) DEFINA O QUE É MAIS IMPORTANTE

Dificilmente será possível trabalhar todos os conteúdos com toda a turma. Os critérios para estabelecer o que é mais importante ensinar devem ser as necessidades e as dificuldades dos alunos.

e) PESQUISE EM VÁRIAS FONTES

Toda aula requer material de apoio. Reserve tempo para pesquisar. Busque informações em livros, jornais, revistas, discos, na internet ou em qualquer fonte ligada a seu plano de trabalho, sem preconceitos.


f) USE DIFERENTES MÉTODOS DE TRABALHO

O professor deve aplicar diferentes métodos, como aulas expositivas, atividades em grupo e pesquisas de campo. Combinar várias formas de trabalho é a essência da arte de ensinar.


g) CONVERSE E PEÇA AJUDA

Seu coordenador precisa ajudar você a planejar. Ele deve contribuir para que seu trabalho seja coerente com o projeto pedagógico da escola. Conversar com os colegas também é útil. Aproveite as reuniões.


h) ESCREVA, ESCREVA, ESCREVA

Uma boa idéia para analisar o que está ou não está dando certo em seu trabalho é comprar um caderno e anotar, no fim do dia, tudo o que você fez em classe, suas dúvidas e seus planos. Esse é um modo prático de atualizar o planejamento.

SUGESTÕES DE ALGUNS SITES EDUCATIVOS PARA IMPLEMENTAR SUAS AULAS.


HAGÁQUÊ
"O HagáQuê é um software educativo de apoio à alfabetização e ao domínio da linguagem escrita. Trata-se de um editor de histórias em banda desenhada (BD) com um banco de imagens com os diversos componentes para a construção de uma BD (cenário, personagens, etc) e vários recursos de edição destas imagens. O som é um recurso extra oferecido para enriquecer a BD criada no computador."

http://pan.nied.unicamp.br/~hagaque/
MENINO MALUQUINHO

Neste site encontramos varia atividades que poderão ser trabalhada como jogos, produção de textos (jornalzinho) etc

http://www.meninomaluquinho.com.br/Jogos/default.asp

PALAVRAS CRUZADAS
Aqui você encontra algumas palavras cruzadas temáticas e interessantes

http://www.cruzadinhas.com.br/ - Séries inicias


Faber-Castell
Jogos e atividades relacionadas ao meio ambiente

http://www.fabercastelldb.com.br/defensores/jogos.htm

COLEÇÃO FERINHA
Aqui neste site além de várias atividades, os alunos podem recontar os clássicos, escrevendo seus próprios textos.

http://www.colecaoferinha.com.br/Default.aspx

JOGOS EDUCATIVOS
Jogos variados

http://sitededicas.uol.com.br/jogos.htm


Números
http://websmed.portoalegre.rs.gov.br/escolas/obino/cruzada_geral/numeros_1_10/numeros.htm